"Quem sabe o que é ter e perder alguém
Quem sabe o que é ter e perder alguém
Sente a dor que senti
Quem sabe o que é ver quem se quer partir
E não ter pra onde ir
Faz tanta falta o teu amor e te esperar...
Não sei viver sem te ter
Não dá mais pra ser assim
Quem sabe o que é ter sem querer pra si
Não quer ver outro em mim
Não fala do que eu deveria ser
Pra ser alguém mais feliz"
Não ter mais a doçura das suas palavras me dizendo bom dia, não ter mais o carinho e a sua preocupação, não ter mais a certeza de que eu sou quem você queria... Pensar e reviver todos os fatos, repensar e remoer todos os erros e acreditar que jamais os cometeria novamente.
As lágrimas que cobrem meu rosto são as dores que nos causei e agora se mostram mais doídas e irreparáveis do que nunca pareceram.
Dormir e acordar com apenas uma certeza: a incerteza de quando estarei contigo de novo.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
sábado, 4 de fevereiro de 2012
o tempo.
"O tempo perguntou pro tempo,
quanto tempo o tempo tem. O tempo respondeu pro tempo,
que o tempo tem o tempo
que o tempo tem."
sim. tô mal e quero escrever. aqui é o único lugar em que me sinto segura.
acho que esse trava-línguas idiota não é tão idiota como sempre achei que fosse.
é simples, objetivo e direto.
como deveriam ser todas as coisas do mundo.
ou pode ser idiota mesmo. como parecem ser todas as coisas do mundo.
budweiser e marlboro
tô terminando a segunda latinha de cerveja e acendi um cigarro.
nada mais passa na minha cabeça. nada mesmo. só a vontade de escrever e expressar o que eu sinto, mas dessa vez eu nem sei o que tô sentindo. que bosta. só venho aqui escrever quando tô mal e agora nem isso eu vou conseguir.
"agora é o tempo". ah, tá... que bom. maldito tempo que não passa.
a única coisa que eu queria deste tempo é poder voltá-lo.
dizem que a palavra não dita é pior do que aquela que foi proferida, mas ultimamente não tenho muita certeza disso. ultimamente é o caralho...
a culpa me persegue e nem o tempo vai tirar isso de dentro de mim. e não é de hoje não... fazer demais, fazer de menos, sempre tem alguma coisa dessas no meio, simplesmente não sei o que fazer, quando e quanto... o que eu tô fazendo aqui? não sei também.
eu acho que tô esperando... esperando o quê? pois é... também não sei.
queria escrever bonito, escrever de uma forma interessante pra que outros pudessem ler e pensar: "nossa, mas que texto bom", mas não é bem assim que funciona... e também não sei como funciona.
o que eu espero de você não é o que você esperou de mim.
sei lá... todo mundo tem que buscar o que é melhor para si mesmo, mas mais uma vez a minha ignorância sentimental não permite identificar o que pode ser melhor.
estou rodeada de pessoas que não me fazem bem e também não me fazem mal. só estão, por um acaso, rodeando. tento ser como sou, expressar o mínimo da insatisfação com o que o mundo me fez e ainda sim não consigo ser alguém que faz o bem.
eu preciso de respostas. rápidas, neste caso. a incerteza, maldita incerteza que vem e fica não faz bem pra ninguém.
se eu te faço sofrer, se te faço infeliz ou se apenas a minha presença é insignificante, me desculpe, não era pra ser assim... se estou perto de você é porque quero te fazer bem... no entanto, não sou capaz disso também.
olhares julgadores e comentários não me fazem mudar de postura. o F5 é que me consola por enquanto, porque daqui um tempo não sei se vai me fazer sentir pior.
eu quero estudar, eu quero fazer bem, eu quero fazer feliz eu quero me sentir completa, mas como faço?
nada é tão atraente e importante até o momento em que se olha para trás.
eu preciso de você ou eu quero você? pode ser os dois?
esse final não está escrito da forma como planejei. ainda falta muito tempo, e põe muito nisso.
os planos não respeitam exatamente o que lhes foram preparados, eles mesmos se alteram e pregam peças.
agora nem o chão gelado, a dor nas costas ou o suor e as lágrimas que incomodam podem fazer planos.
mais uma vez carrego o peso de ser errada e sem nada restar além de uma terceira lata e outro cigarro.
e a resposta de que eu QUERO você.
nada é mais desesperador do que a iminência de não te ter nunca mais.
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