quinta-feira, 26 de maio de 2011

Complicado

"Ninguém tem a felicidade garantida. A vida simplesmente dá a cada pessoa tempo e espaço. Depende de você enchê-los de alegria."


Complicado esperar que uma pessoa que não te conhece há muito tempo saiba das suas paranóias e medos. Complicado para uma pessoa que sempre guardou todas as suas paranóias e medos pra si mesma explicá-los. Complicado falar sobre as paranóias e medos. Complicado entender as paranóias e os medos. Complicado.
Cada pessoa tem a sua história de vida e, assim, cada um tem medos, paranóias, inseguranças, metas, alegrias e sentimentos em níveis diferentes. 
Tenho andado muito pensativa ultimamente. Não sei o porquê. Na verdade, acho que não há motivo, mas simplesmente uma hora ou outra a gente PENSA na vida. Sou mulher. Sou segura e forte e não saio falando dos meus problemas para ninguém. Choro com qualquer filme e propaganda "dramática" por que não posso às vezes chorar com as situações que se passam na minha vida? Não posso fazer "drama" de vez em quando?
Por muito tempo achei, e até hoje em alguns momentos acho, que falar dos problemas não vai resolvê-los e o melhor é guardá-los para si mesmo. Porque dividir os problemas PESSOAIS seria um sinal de fraqueza, já que todos têm os seus e vivem muito bem, obrigado. -  Sinal de fraqueza? Talvez. Mas têm horas que é preciso ser frágil, mesmo que eu não admita. - Mas, agora percebo que isso é COMPLICADO. 
Tudo o que foi guardado um dia volta. E é estranho, porque tantas coisas vêm mexendo comigo. Coisas que nem eu lembrava que havia esquecido. 
Bem... Como eu já disse, não saio falando por aí dos meus problemas, então chega. Esse post já está complicado demais. Até pra mim! 
O jeito é "DESCOMPLICAR". Como? 


Há de se pensar. 

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A respeito da “polêmica” instaurada devido ao livro didático "Por uma Vida Melhor", da ONG Ação Educativa, aprovado pelo MEC

Lendo os comentários sobre o que Folha de S. Paulo postou no jornal online fiquei embasbacada ao ver o enorme contingente de pessoas que se julga muito “culta” para dar pitacos sobre a educação no Brasil e sobre a língua falada. Como estudante de letras português inglês na Universidade Tecnológica Federal do Paraná, sinto-me na obrigação de comentar este assunto.
 Quem se julga muito culto e se utilizou de palavras “difíceis” para tentar impressionar e criticou o MEC não tem a mínima noção de que existe uma matéria chamada LINGUÍSTICA que aborda todo esse tema e que é ministrado desde o primeiro dia de aula da LICENCIATURA DE LETRAS EM TODAS AS FACULDADES. Para surpresa de muitos que comentaram, nem todo mundo tem acesso a uma moradia em um bairro bom, escola privada e muito menos é rodeado, 24 horas por dia, por um “falante culto” da língua que se atém a TODAS, SEM EXCEÇÃO, regras gramaticais normativas tradicionais. Sendo assim é DEVER do professor saber lidar com TODAS as variantes lingüísticas existentes e RESPEITÁ-LAS sem discriminação.
 Mas tem gente que defende a “REGRA CULTA PARA SE FALAR.” É claro! A linguagem ESCRITA encontrada nos livros de Machado de Assis ainda é “SUPER UTILIZADA”, todos falam assim, mesmo que nem o próprio escritor usasse dos mesmos recursos lingüísticos na fala. Sim, Machado de Assis, uma ENTIDADE para todos os que conhecem um pouco de literatura, não falava do modo que escrevia. A escrita É diferente da fala. Fala-se em acabar com o preconceito lingüístico e vê-se comentários como “Que absurdo, tão querendo deixar o povão mais burro do que já é” , ou “Não podemos admitir que ele não saiba o correto”. Muita propriedade, não? E PRECONCEITO também. Pois é. O senso comum domina. “A classe dominante domina.” Enquanto os lingüistas, estudiosos, com bases teóricas fortes e coerentes fazem de tudo para que não se excluam as pessoas, independente da linguagem que utilizam, os “defensores da língua” soltam comentários como esses acima. Impressionante com pregam uma idea e se utilizam de outra. Vamos analisar: “Que absurdo, tão querendo deixar o povão mais burro” Como é possível perceber, o próprio autor não sabe conduzir o seu discurso em apenas uma variante, pois os termos em itálico não me parecem formas da NORMA CULTA.
Alguém que comentou e criticou “com propriedade” leu o livro? Quem está fazendo este furdunço todo sabe que existe uma ciência chamada LINGUÍSTICA? Não. Sugiro que em vez de novamente colocar a culpa no governo, QUE DESTA VEZ ACERTOU, tentem entender do assunto que querem tanto discutir. Falar que o “o povão tem que falar certo” é fácil, mas o que é certo? Qual a definição? Isso não existe. Pegar uma frase solta do livro e analisá-la a seu bel prazer não tem força argumentativa.
O livro ENSINA que HÁ CONTEXTOS, REALIDADES E SITUAÇÕES LINGUÍSTICAS DIFERENTES. Isso não quer dizer que ensina a falar errado. Pelo contrário, o aluno sabe que não pode escrever açim no vestibular, mas se ele quiser andar de bicicreta com os amigos de infância que falam do mesmo modo, pode E DEVE. Segregar e tecer comentários PRECONCEITUOSOS quando se tenta acabar com o preconceito lingüístico é coisa de gentinha. Gente que acha que tem muito para falar e na verdade não sabe da missa o terço.  
Vão estudar um pouco de lingüística! Abram a cabeça e parem de tentar achar que por falar “para eu fazer” os faz uma pessoa melhor. O mundo é composto por pessoas que são DIFERENTES, com vidas DIFERENTES, com REALIDADES diferentes, passam por situações DIFERENTES e também se utilizam de LINGUAGENS DIFERENTES. Respeitem as diferenças e se informem para argumentar.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Não tem título!

Finalmente criei coragem e resolvi fazer um blog.
Já faz algum tempo que eu tenho pensado sobre isso e remoído sobre o que poderia escrever. Não tinha a pretensão de que todo mundo lesse e adorasse o que foi escrito, mas, ao mesmo tempo, queria que o que fosse lido tivesse alguma importância ou relevância para quem leu. Enfim, espero que o que for postado possa ter alguma relevância para quem ler, mas agora, acima de tudo, quero conseguir expressar as minhas idéias, que por diversas vezes ficaram esquecidas dentro da minha cabeça.

Hoje, por exemplo. O que ficou na minha cabeça hoje foi: "criticar sem base argumentativa alguma é muito mais fácil do que arregaçar as "manguinhas" e fazer com que mudanças efetivamente ocorram."
Comecei a escrever o porquê disso, mas desisti porque já estava ficando muito chato. A questão que me interessa é apontar pra você que, assim como eu, às vezes fica esperando as coisas caírem no colo sem nem ao menos se preocupar em tentar melhorará-las ou tentar consegui-las e, quando alguém tenta fazer algo, critica sem nem ao menos saber do que se trata. Vamos parar com isso. Eu vou. Pensar mais antes de falar não faz mal a ninguém! Caso queira criticar, saiba do que se fala. Caso queira questionar, tenha interesse e participe. Caso não entenda, pergunte. Mas for the love of God, não aja como uma criança mimada que quer que as coisas sejam feitas do jeito dela e que se assim não o forem ela vai ficar emburrada. 

É o que tem pra hoje.



Indignação compartilhada com meus colegas de letras do 3º período.