segunda-feira, 10 de outubro de 2011

aquilo que você achava que não existia

E quando tudo aquilo que você achava que não existia mais aparece de novo!
É estranho pensar em escrever alguma coisa quando parece estar tudo bem, ou pelo menos se aproximando desse caminho... Não sei... Parece que se eu falar alguma coisa posso quebrar o que há de bom ou deixar de ter expectativas...
Minhas expectativas de hoje são ótimas. Espero que as de amanhã também.
Estou aqui olhando para a tela e sentindo tanta coisa, pensando e tentando escrever tanta coisa, mas cada vez que leio, o sentido se perde em meio a tanta informação.
Tô naquele momento em que o filme vai acabar... Sabe quando as coisas começam a melhorar? Pois é.
Sei lá.
Turbilhão de sensações. Acho que quem usou essa expressão antes de mim tava meio assim, como eu hoje.
Quem passa por mim não nota. Quem convive comigo talvez. Quem me pergunta? Ah, desses eu não consigo esconder.
E eu nem sei o motivo. "Talvez Saturno tenha saído do seu signo" - Uma amiga teria me falado isso.
Não, não é para você ler. Eu só preciso ser capaz de tentar entender.
Ou melhor, eu não quero entender, quero apenas viver. (Ai, que clichê.) Mas é... só faltam alguns detalhes agora.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

E hoje faz 16 anos que você me deixou.

Tenho 21 anos, estou na faculdade, namoro há 1 ano e 5 meses, faço letras, vou ser professora...
Acordo cedo vou para o estágio,  almoço com meu amigos, fumo um cigarro - pois é.... um dia eu paro - entro na aula e só saio às 17h30min. 
Fico matando tempo... Vou para casa.
Chego em casa, tomo banho e vou dormir porque no outro dia começa tudo de novo...
Que rotina idiota. Você deveria saber, será que você está vendo?
Acho que nunca parei para pensar no fato de que você foi embora mesmo... Sem dar tchau, sem explicação, sem se importar em como tudo ficaria sem você. 
Pois bem, finjo não entender que é perfeitamente normal e que não aconteceu só com você. Aceito o fato de que eu era muito nova e que não sofreria muito já que não iria perceber tão cedo para entender alguma coisa...
A vida continuou... A minha vida continuou....
Nunca me faltou nada. Todos a minha volta repetiram isso por muito tempo, agora eu já absorvi. Não precisa dizer novamente. Eu mesma digo e acredito. Finjo que acredito.
Como é que eu posso acreditar nisso? Acreditar que nunca me faltou nada?
Dos meus 21 anos eu só passei 5 com você... E ainda tenho que fazer  o maior esforço para não esquecer uns 2 anos dos quais eu me lembro... Ou dos flashes que aparecem de vez em quando. 
Parece raiva de você. NÃO É. Simplesmente fico com raiva da vida por ter me escolhido para passar por isso...
Já me perdi em outros pensamentos.
E não é fácil como em um filme em que talvez um dia eu encontre uma foto ou uma caixinha com seus pertences e então eu descubra que eu sou e quem eu pretendo ser. Não... Não tem nada disso.
Será que seria muito diferente do que é hoje? Eu nem imagino..
16 anos. Todas as fases difíceis, todo o resto que aconteceu e você nem aí. Você não estava aqui. 
Vou começar a culpar você por ser quem eu sou hoje. Ou melhor, pelos problemas que eu passo, pelos dilemas que eu crio, pelos dramas que eu faço. Será que você vai se importar? Seria normal eu colocar a culpa em você se você estivesse aqui. Mesmo com 21 anos eu seria a criança. 
Por que teve que sair de cena desse jeito? Pra que causar todo esse drama? Não te entendo. Não me entendo. Você me entende? Você nem está aqui.
É a dor mais reprimida e dolorida de todas. E é por isso que eu deixo ela tão guardada e escondida. Ninguém pode ver ou saber. Não tem ninguém pra me defender porque além de causar isso, você não está aqui. Como é que você teve coragem?
Vou passar o resto da vida ignorando as dores e os sentimentos por causa disso? Vou passar o resto da vida duvidando de qualquer demonstração de apego porque VOCÊ que jamais poderia ter ido não pensou nas consequências da partida. 
16 anos... E eu nem vi passar. Nem me lembro direito, mas eu sei que dói. Dói e eu escondo.
Dói e não vou tocar nesse assunto enquanto for possível.
A culpa não é minha de agir assim. Quem começou essa história foi você.
Eu queria ter podido saber da sua importância e valorizá-la. Eu queria ter aproveitado você.
Brigasse comigo, mas não fosse embora assim....
Eu tenho saudade e amo o que nem me deram o direito de conhecer. 
16 anos que vão se transformar em 20, 30... E será que eu vou lembrar que você existiu? Lembrar eu não sei, mas a minha existência se deve a sua, portanto, logicamente você viveu. 
Não o bastante para mim.
16 anos sem você. Ainda não acostumei. 

terça-feira, 26 de julho de 2011

Emoção?

Eu é que devo ser o problema. Será que ando fazendo drama demais? Ou será que realmente não sou compreendida? Será que as escolhas feitas para mim e por mim foram certas?
A sensação de sempre estar faltando alguma coisa é natural do ser humano, como meu professor de psicologia fez questão de apontar enquanto estudávamos Freud, mas nessa intensidade?
O que eu quero da minha vida? Não consigo responder a minha própria pergunta... É muito mais fácil quando se está na iminência de ter que fazer alguma coisa mesmo sabendo que isso pode não dar certo. Difícil é tentar mudar a situação que já está estabelecida. Não é preciso a coragem para arriscar, é preciso a coragem para enfrentar as consequências - e as consequências, ah...
Essa história de estar sempre buscando um objetivo é muito bonita na teoria e é simplesmente a ilusão na qual devemos nos agarrar para continuar o dia-a-dia sem abandonar tudo e não se importar com mais nada., e aí vêm mais perguntas: Será que é saudável isso? Será que dá pra aguentar? Será que essa ilusão nunca vai se desfazer? Será que essa ilusão criada é mesmo a ilusão na qual quero acreditar? 
Eu nem sei mais o que pensar... 
Quando tudo está bem, ou quando as coisas parecem caminhar dentro do que se é esperado, nos iludimos mais ainda e alimentamos a fé de que vai dar certo. Mas quando dá algo errado - e desgraça pouca é besteira, os males nunca vêm sozinhos - é o momento da reflexão, da descrença, da raiva. 
Não dá pra pensar bem quando se está feliz, de acordo com a vida? 
Maldita a divisão entre razão e emoção que se coloca e que realmente faz efeito. Cadê o equilíbrio de tudo? 
Acho que foi feito pra isso mesmo... Pra nunca se equilibrar, pra aí sim ter emoção... Emoção? 
Vai ter emoção se não houver racionalidade que contraponha a sentimentalidade.... Acho que isso não fez sentido... Enfim...  
Basicamente nada vai ser do jeito que você quer. Vai seguir os rumos, vai na mesma linha de pensamento, mas exatamente do jeito que você queria? É impossível. Se já aconteceu isso com alguém, por favor se manifeste, quem sabe assim eu possa inflar mais um pouco os meus ideais. 
Preocupação demais dá rugas. Mas largar mão de tudo também não cola. 
Não, realmente esse texto não saiu nem um pouco do jeito que eu achei que sairia. 
Foda-se.


quinta-feira, 30 de junho de 2011

Procura-se uma correntinha.

É uma correntinha. É de ouro, com miçangas brancas que imitam pequenas pérolas.
Minha avó me deu... Quando eu tinha uns 10 ou 12 anos... O último presente que ela me deu depois de ter me criado... Depois de ter feito tudo e mais um pouco por mim...
Não... Não é a correntinha, o bem material... É o que aquela correntinha me representa.... Toda hora corro a mão pelo meu pescoço e cadê? Falta alguma coisa...
Fico na esperança de olhar no chão e encontrá-la... Já chorei, já gritei como uma criança: "Quero ela de volta e quero agora!"
E no final de um dia estressante, a tristeza predomina... A tristeza de não ter mais aquele fiozinho que eu tanto prezava...
Continuo tentando achá-la... "Quero ela de volta! E quero AGORA!"
E amanhã mais um dia olhando para o chão e perguntando a quem eu puder...
Já fiz promessa pra São Longuinho... Só falta apelar para o Santo das causas impossíveis......
"Vovó, me ajuda a encontrar?"

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Complicado

"Ninguém tem a felicidade garantida. A vida simplesmente dá a cada pessoa tempo e espaço. Depende de você enchê-los de alegria."


Complicado esperar que uma pessoa que não te conhece há muito tempo saiba das suas paranóias e medos. Complicado para uma pessoa que sempre guardou todas as suas paranóias e medos pra si mesma explicá-los. Complicado falar sobre as paranóias e medos. Complicado entender as paranóias e os medos. Complicado.
Cada pessoa tem a sua história de vida e, assim, cada um tem medos, paranóias, inseguranças, metas, alegrias e sentimentos em níveis diferentes. 
Tenho andado muito pensativa ultimamente. Não sei o porquê. Na verdade, acho que não há motivo, mas simplesmente uma hora ou outra a gente PENSA na vida. Sou mulher. Sou segura e forte e não saio falando dos meus problemas para ninguém. Choro com qualquer filme e propaganda "dramática" por que não posso às vezes chorar com as situações que se passam na minha vida? Não posso fazer "drama" de vez em quando?
Por muito tempo achei, e até hoje em alguns momentos acho, que falar dos problemas não vai resolvê-los e o melhor é guardá-los para si mesmo. Porque dividir os problemas PESSOAIS seria um sinal de fraqueza, já que todos têm os seus e vivem muito bem, obrigado. -  Sinal de fraqueza? Talvez. Mas têm horas que é preciso ser frágil, mesmo que eu não admita. - Mas, agora percebo que isso é COMPLICADO. 
Tudo o que foi guardado um dia volta. E é estranho, porque tantas coisas vêm mexendo comigo. Coisas que nem eu lembrava que havia esquecido. 
Bem... Como eu já disse, não saio falando por aí dos meus problemas, então chega. Esse post já está complicado demais. Até pra mim! 
O jeito é "DESCOMPLICAR". Como? 


Há de se pensar. 

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A respeito da “polêmica” instaurada devido ao livro didático "Por uma Vida Melhor", da ONG Ação Educativa, aprovado pelo MEC

Lendo os comentários sobre o que Folha de S. Paulo postou no jornal online fiquei embasbacada ao ver o enorme contingente de pessoas que se julga muito “culta” para dar pitacos sobre a educação no Brasil e sobre a língua falada. Como estudante de letras português inglês na Universidade Tecnológica Federal do Paraná, sinto-me na obrigação de comentar este assunto.
 Quem se julga muito culto e se utilizou de palavras “difíceis” para tentar impressionar e criticou o MEC não tem a mínima noção de que existe uma matéria chamada LINGUÍSTICA que aborda todo esse tema e que é ministrado desde o primeiro dia de aula da LICENCIATURA DE LETRAS EM TODAS AS FACULDADES. Para surpresa de muitos que comentaram, nem todo mundo tem acesso a uma moradia em um bairro bom, escola privada e muito menos é rodeado, 24 horas por dia, por um “falante culto” da língua que se atém a TODAS, SEM EXCEÇÃO, regras gramaticais normativas tradicionais. Sendo assim é DEVER do professor saber lidar com TODAS as variantes lingüísticas existentes e RESPEITÁ-LAS sem discriminação.
 Mas tem gente que defende a “REGRA CULTA PARA SE FALAR.” É claro! A linguagem ESCRITA encontrada nos livros de Machado de Assis ainda é “SUPER UTILIZADA”, todos falam assim, mesmo que nem o próprio escritor usasse dos mesmos recursos lingüísticos na fala. Sim, Machado de Assis, uma ENTIDADE para todos os que conhecem um pouco de literatura, não falava do modo que escrevia. A escrita É diferente da fala. Fala-se em acabar com o preconceito lingüístico e vê-se comentários como “Que absurdo, tão querendo deixar o povão mais burro do que já é” , ou “Não podemos admitir que ele não saiba o correto”. Muita propriedade, não? E PRECONCEITO também. Pois é. O senso comum domina. “A classe dominante domina.” Enquanto os lingüistas, estudiosos, com bases teóricas fortes e coerentes fazem de tudo para que não se excluam as pessoas, independente da linguagem que utilizam, os “defensores da língua” soltam comentários como esses acima. Impressionante com pregam uma idea e se utilizam de outra. Vamos analisar: “Que absurdo, tão querendo deixar o povão mais burro” Como é possível perceber, o próprio autor não sabe conduzir o seu discurso em apenas uma variante, pois os termos em itálico não me parecem formas da NORMA CULTA.
Alguém que comentou e criticou “com propriedade” leu o livro? Quem está fazendo este furdunço todo sabe que existe uma ciência chamada LINGUÍSTICA? Não. Sugiro que em vez de novamente colocar a culpa no governo, QUE DESTA VEZ ACERTOU, tentem entender do assunto que querem tanto discutir. Falar que o “o povão tem que falar certo” é fácil, mas o que é certo? Qual a definição? Isso não existe. Pegar uma frase solta do livro e analisá-la a seu bel prazer não tem força argumentativa.
O livro ENSINA que HÁ CONTEXTOS, REALIDADES E SITUAÇÕES LINGUÍSTICAS DIFERENTES. Isso não quer dizer que ensina a falar errado. Pelo contrário, o aluno sabe que não pode escrever açim no vestibular, mas se ele quiser andar de bicicreta com os amigos de infância que falam do mesmo modo, pode E DEVE. Segregar e tecer comentários PRECONCEITUOSOS quando se tenta acabar com o preconceito lingüístico é coisa de gentinha. Gente que acha que tem muito para falar e na verdade não sabe da missa o terço.  
Vão estudar um pouco de lingüística! Abram a cabeça e parem de tentar achar que por falar “para eu fazer” os faz uma pessoa melhor. O mundo é composto por pessoas que são DIFERENTES, com vidas DIFERENTES, com REALIDADES diferentes, passam por situações DIFERENTES e também se utilizam de LINGUAGENS DIFERENTES. Respeitem as diferenças e se informem para argumentar.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Não tem título!

Finalmente criei coragem e resolvi fazer um blog.
Já faz algum tempo que eu tenho pensado sobre isso e remoído sobre o que poderia escrever. Não tinha a pretensão de que todo mundo lesse e adorasse o que foi escrito, mas, ao mesmo tempo, queria que o que fosse lido tivesse alguma importância ou relevância para quem leu. Enfim, espero que o que for postado possa ter alguma relevância para quem ler, mas agora, acima de tudo, quero conseguir expressar as minhas idéias, que por diversas vezes ficaram esquecidas dentro da minha cabeça.

Hoje, por exemplo. O que ficou na minha cabeça hoje foi: "criticar sem base argumentativa alguma é muito mais fácil do que arregaçar as "manguinhas" e fazer com que mudanças efetivamente ocorram."
Comecei a escrever o porquê disso, mas desisti porque já estava ficando muito chato. A questão que me interessa é apontar pra você que, assim como eu, às vezes fica esperando as coisas caírem no colo sem nem ao menos se preocupar em tentar melhorará-las ou tentar consegui-las e, quando alguém tenta fazer algo, critica sem nem ao menos saber do que se trata. Vamos parar com isso. Eu vou. Pensar mais antes de falar não faz mal a ninguém! Caso queira criticar, saiba do que se fala. Caso queira questionar, tenha interesse e participe. Caso não entenda, pergunte. Mas for the love of God, não aja como uma criança mimada que quer que as coisas sejam feitas do jeito dela e que se assim não o forem ela vai ficar emburrada. 

É o que tem pra hoje.



Indignação compartilhada com meus colegas de letras do 3º período.